Saturday, January 31, 2015

14-Segunda Geracao Filhos e Netos de Caterino Frasson e Faustina Costella, filhso e netos Valentin Frasson e Leonildes

Filhos e netos de Valentin Frasson e Leonilde Marchetti

1-Artenilo Frasson( 06-04-1933)     Elidia Clarite Dalla Costa (09-04-1933)

Filhos :

Pedro Luis, Maria Lucia, Eduardo

Elidia e filha de Antonio Dalla Costa e Dozolina Polleto

2-Agenor Frasson(19-08-1934) casado Maria de Marchi ( 24-12-1940)

Filhos:

Carlos Alberto, Mari Loudes,  Juliane

3-Vinuense Frasson  (27-06-1936) Lorena Teresinha Balzan (12-10-1938)

Filhos:

Fabio

Lorena e filha de Carlos Balzan e Catarina Scapini

4-Jovino Frasson (padre)

01-10-1937

Esse e o padre da familia e da cidade que tenho uma historia engracada para contar sobre ele, que quis fazer meu casamento somente depois de 6 anos casado com a descedente da familia Frasson.

5-Neli Frasson (08-10-1939)  casado com Ada Mortari (07-11-1933)

Filhos:

Andreia, Andreza

Ada e filha de Antonio Mortari e Elisa Zucchetti

6- Albertino Frasson (19-08-1941)   casado com Cecilia Margarida Conte (17-10-1945)

Filhos:

Jones, Aline, Leila

Cecilia e filha de Valentin Conte e
 
continuarei nso proximos dias



10 Jornais

 Por volta de 1935, circulava em Nova Araca os jornais "La Squilla" e " Stafetta Rio-Grandense" - que teriam sido os primeiros orgaos de imprensa a alcancar o lugar, segundo relatos colhidos, impressos em italiano e despachados de Nova Prata, entao sede municipal.

O " Stafetta Rio Grandense" (1917), de maior peso especifico, ou simplesmente "La Staffeta" ( o correio), como era conhecido, era um periodico mensal de orientacao catolica editado primeiro em Garibaldi e depois, em Caxias do Sul. Pautava sua linha editorial no magisterio religioso-moral, nas instrucoes sobre agricultura visto que se dirigia a colonia italiana de ampla regiao e a leitura da vida politica nacional, e mesmo internacional, conforme o movimento eclesiastico vigente.

Apesar de chegarem as maos dos poucos leitores de Araca com dias de atraso, os jornais eram muito aguardados, uma vez que constituiam o unico meio de contato oficial com o mundo exterior.

Thursday, November 8, 2012

8- O radio em Nova Araca

A decada de 30 trouxe alguns melhoramentos no que trata a comunicacao da pequena cidade de N. Aracam ex 10 distrito de Lagoa Vermelha, recem repassado e e elevado a 4 distrito de Nova Prata(1932) com o mundo exterior.
A par do acontecido do novo jornal "Staffetta Rio Grandense" e de um aparelho telefonico, com  atraso de poucos anos, o povo conheceu o extraordinario feito que foi a instalacao do aparelho sintonizador de radio numero um em 1937 na residencia do escrivao ,Valerio Girardi. Da marca alema "Zenit" , a implantacao de un "casson che parla" ( de uma caixa que fala), raridade na epoca.
Aquela comunidade de colonos italianos ainda na pratica quase que isolados naque sertao de Deus, provocou justa admiracao e indisfarcavel interesse da parte de todos quantos.
O segundo a adquirir o aparelho foi Pascoal Zucchetti e que o terceiro teria sido Adolfo Zucchetti.
Existiam dois modelos de radio de pared mais comuns: em forma de caixa de grossa madeira, um redondo e outro quadrado. Como funcionavam a bateria, precisavam ser periodicamente recarregados o que era feito na Linha Andreazza "una volta al mese", pois la se encontrva um dinamo movido a agua, alguem tempo depois instalou outro na fabrica de moveis Pedro Frasson e Fillhos.

" Guai Dio che manchea batteria, o se se parlea...) (ai se faltava bateria ou se alguem falasse, quando chegava a hora das noticias da radio Farroupilha, em seus dois horarios: as 8 horas da manha e as 20 horas da noite).

A radio Farroupilha , por certo era a unica emissora que podia se captada durante o dia em Nova Araca, A noite , entrava algumas radios de lingua castelhana do Uruguai e da Argentina, e com certa dificuldades em ondas medias, conseguia-se ouvir uma ou outra estacao de Sao Paulo. Ainda entre as poucas opcoes, outra, era sintonizar as ondas curtas para escutar a radio Tupi do Rio de Janeiro.

Durante os conflitos da 2 guerra mundial, que se acontecia entre 1939 a 1945, devido ao teor dramatico dos relatos acontecimentos, pelos noticiaios, a populacao "zera bel che tutta spaurada..." (estava toda muito assustada).

Em uma ocasiao, foi levado um aparelho ate a casa de Luiz  Zuchheti, localizada a frente a capela San Giacomo para que se desse audiencia publica a fala do arcebispo da arquidiocese de Porto Alegre, Dom Joao Becker. Concluida a palestra, aquela autoridade eclesiatica abencou a todos os ouvinte. Em meio aos presentes diz se que estava Ernesto e Vitorino Mattiello ajoelharam-se em plena rua, numa atitude tocante de reverencia e fe.
Nos anos seguintes muitas familias comecaram a ter o radio como companheiro cada vez mais usual, deixou de ser um luxo de poucos, para  depois entrar o radio portatil, representava a janela  nossa de cada dia aberta para o mundo. E Nova Araca descobriu-se parte dele.

Thursday, October 11, 2012

Convite pra lancamento do livro na Feira do Livro em POA dia 03-11-2012. Autor Dirceu Antunes , sobre Familia Frasson e mais outros autores com seus trabalhos escolhidos .

 

ConstrutoresdeHistória2Convite


Este trecho foi classificado e sera publicado no Livro 
Construtores de HISTORIA , 2 Familias Italianas do Brasil 
a ser publicado e com lancamento na feira do Livro de Porto Alegre, Rs
 dia 03 de novembro 2012.

Obs. Desculpe os erros ortograficos por ser escrito num computador e Word sem correcao ortografica do Brasil mas inglese, aceito a correcao de algum leitor que mande por email se fizer a correcao no Brasil.



FAMILIA FRASSON

           História e Genealogia


A presente história e trabalho que apresento com satisfação ao publico e familiares de origem da Família Frasson, foi idealizar esta  curiosidade pessoal de conhecer a origem dos antepassados  italianos de minha esposa Teresa Frasson .
Inúmeras vezes me fiz pergunta como esta: quem eram seus parentes? De que maneira fizeram Nova Araca crescer? O que faziam na Itália ? Quantos saos os imigrantes e quantos descendentes tem hoje.  Esta pesquisa ano foi realizada nao somente com documentos escritos, mas sim no contato pessoal com aqueles que foram os protagonistas  da história feita com muito sacrifício e alto espirito cristão e patriótico. Fiz minha tese em Jornalismo na Unisinos juntamente com minha esposa  em cima do assunto e hoje tento descrever como fizemos.

           Meios


Enviamos formulários onde seriam preenchidos com o nome do casal, data de nascimento, endereço e nomes dos filhos. Aproveitando os breves  dias de ferias em 1989 conseguimos dar o pontapé inicial no nosso trabalho com um documento importante conseguido pelo querido pesquisador e escritor Rovilho Costa.
Este mais notável escritor sobre a Imigração Italiana no Brasil ou certamente no RS conseguiu a primeira certidão chave pra toda a pesquisa,  Certidão de Óbito na Paroquia onde dizia apenas isso “ Proveniente de Piombino “ entao escrevemos a Piombino Dese , comune de Padova. E com muita alegria um dia fomos contemplados com a copia da Certidão de Caterino Frasson, filho de Angelo Frasson o imigrante que deixou a Itália pobre e onde nao tinham nada para comer a nao ser milho de polenta e atravessaram o oceano em rumo ao Brasil “terra promessa”

           Dificuldades

A primeira dificuldade com que nos deparamos foi a falta de tempo para um trabalho bem mais completo, e o custo em dinheiro nas viagens de ônibus Outra dificuldade foi na obtenção de dados exatos quanto aos nomes das pessoas e endereços preciosos que possibilitassem a correspondecia.Nos formamos em jornalismo e fomos morar por 8 anos em Verona onde era mais fácil continuar a pesquisa da genealogia.

       







  Resultados:

O maior resultado foi a completa arvore genealógica da Família Frasson  a partir de Caterino Frasson bisavó e a satisfação de obter a cidadania italiana em seis meses somente em 1990.
Visitamos a família de parentes na Itália e a maior satisfação foi conhecer ainda viva  e entrevistar , fazer fotos e filmar  a senhora Maria Perim  prima de Caterino  Frasson .
Ela morava em Camposiampero na provincial de Padova. Devo dizer que todas as visitas que fizemos enquanto ela estava viva foram emocionantes, porque Maria nunca deixou de pedir aos filhos Giovanni ou Giuseppe de tentar descobrir os primos e familiares da família Frasson que ela tinha certeza de estarem vivos no Brasil. Ela emocionada chorava sempre quando visitava e dizia aos filhos gritando e com gestos  que nos tínhamos o mesmo sangue. Dizia você “Tem o mesmo sangue” e chorava e dizia “Grazie a dio”.
Meu sogro Selvino Antonio Frasson e minha sogra Hilaria Comunello tiveram o prazer de visitar e conhece-la toda a família na Itália  Visitamos tudo cemitérios, paroquias e casarões velhos onde viveram os emigrantes Angelo antes de partir ao Brasil. Acredito que Maria sabia que o sacrifício que fez o tio dela Angelo partindo fez com que seu pai tivesse uma vida mais confortável para ela e sua família diminuindo a miséria e assim eles ficaram com mais terra. Este e um grande medo por parte dos Italianos que algum descendente do Brasil venha buscar heranças na Itália por ser primo ou parentes dos que ficaram vivendo na Itália

          Os primórdios na Itália e a Emigração

O dia-a-dia das famílias camponesas nas aldeias da regiões montanhosas da Itália do Norte( Lombardia, Piemonte, Veneto e Toscana) , no transcorrer do  anos (1850-1875) , apresentava-se muitas carências, frustacoes, incertezas e falta de perspective de futuro. Os colonos (I contadini), quase analfabetos, viviam subjugados pelos patrões autoritários, e as relações de trabalhos eram tirânicas No limite a miséria e habitando em casas rústicas, de dimensões insuficientes para famílias em geral numerosas, recorriam as estrebarias nos meses de inverno, buscando aquentar-se junto aos animais,  como vacas e cavalos.
Como dizia Euzebio Zanchettin em dialeto “Chi anni la se patia a fome.. Dee volte el magnar l’era sal polenta, parche de altro no ghe zera”, ( as vezes, a comida era so polenta, porque outra coisa nao havia.

          A grande aventura

Procedente de comunes de origem ( I paesi) na espera do embarque, despediam de familiarem que la permaneceram, “dopo de piangere fin al cabo de un mese”(depois de chorar por um mes inteiro) conforme referiu Ida Zucchetti Comunello, nona de minha esposa Teresa Frasson. Ela contou a experiência de seus pais Giacomo Zucchetti e Domingas Braganollo. Foram assim, a bordo de um barco ancorado no cais do porto da cidade de Genova, na Liguria , na companhia de outras centenas de famílias emigrantes, de posse de alguns poucos pertences de utilidade imediata, como baús, roupas e objetos de cozinha.
Nao tendo mais lagrimas a derramar e já feitos ao mar, “la nave” (navio), sua habitação dali por diante estendeu-se a 40 dias e noites – tempo médio calculado para alcançar a terra Americana.
Mas, se muita lagrima escorreu, nem tudo era suspiro de infelicidade A tradição dos italianos no cultivo do bel canto rompia com calor para disfarçar as difíceis condições em que se encontravam. O repertório das canções alegre e espirituosas contribuía para injetar-lhes animo e coragem. Coragem de suportar mais um dia de adversidades, pois a “Merica” nao deveria estar muito distante! Logo , logo ate ela chegariam.
Ja próximos, todos podiam ver os contornos da nova terra, em contraste com o mar.
Era uma visão de expectativa do novo horizonte brasileiro.
“El Brasile…, la Merica…” La nostra Merica…” em Brasile nos siamo arivati…” (A nossa America…, no Brasil nos todos chegamos).




 A chegada

A chegada oficial ao Brasil dos navios imigrantes acontecia somente quanto chegavam no cais do Rio de Janeiro ou Santos.
Alojados alguns dias naquela cidade, ficavam a espera de barcos cargueiros menores que o transportasse para as terras destinadas. Uma  segunda etapa do percurso que terminavano Porto de  Porto Alegre onde eram recebidos ali por funcionários públicos e, após decorrido alguns dias de estadia do albergue. Logo após o destino era a colônia de Bento Gonçalves
Aos imigrantes italianos deram  as acidentadas zonas da serra, porque as zonas do próximo rio Jacui, Vale dos Sinos já haviam sido ocupadas pelos alemães
Angelo Frasson imigrante italiano foi aos poucos sendo mandado para uma colônia depois de Bassano. Nao podendo apontar ou dizer o nome dos proprietários , foi introduzida a expressão “ Matto del Signore”, ou seja, Mato de Deus, a propriedade de Deus. Tal denominação ajustava-se muito bem a fertilidade do solo, pois as “coisas de Deus sao boas”. A área desta terra abrangia todo o território do hoje municio de Nova Araca.


          A arvore Araca ( Destino da Família de Angelo Frasson)

Nos perímetros do arroio Araca, tinha umas arvores de mais de 1 metro de diâmetro, mas sobretudo ela  era espécie Araca e cujo caule media aproximadamente 3 metros de diâmetro  Os colonos se abrigavam no caule contra tempestades e chuvas torrenciais e no verão tinha uma sombra que dava prazer em ficar ali por horas descansando as mulas nas longas viagens pelas estradas apenas abertas no meio de muitas colônias
Caterino Frasson  possuía (duas ) colônias de terra agricultáveis – 10 alqueires a colônia situadas na banda sudoeste do chamado “Matto del signore” ( Mato de Deus)
A terra estendia-se como um verdadeiro manto vivo apinhado de madeiras nobres e de copas de pinheiros antigos.  As arvores eram derrubadas a machados ou queimada por longo período, e a madeira de melhor qualidade era poupada para utilização de construção de casas, paióis e galpões que serviam para a criação de animais e a fabricação de tábuas empregadas nas coberturas de moradias.
Os instrumentos de trabalho, como enxadas , pás, machado  foices vinham nas bagagens da famílias ou eram comprados em Bento Gonçalves ou Alfredo Chaves.

      

          Luiz Frasson

Segundo filho de Caterino e Fausta Costella, feito chefe de família pela circunstancia trágica do repentino falecimento do pai, Caterino em 1925, Luiz assumiu ao lado da madre o dever de conduzir-se qual um chefe de família frente aos muitos trabalhos da colônia e a orientação moral e religiosa do numerosos elenco de irmaos ainda menores.
Na Revolução de 1930, Pedro e Luiz Frasson, com Alexandre Franzosi e mais dois rapazes da família Menegat, foram obrigados a acompanhar um comando de “Brisiliani” (guerrilheiros de origem brasileira) ate alem da localidade de André da Rocha. A certa altura, os jovens da cidade que eram obrigados a fazer o percurso, tomando de alguns cavalos, fugiram dos mestiços e se dirigiram para suas casas. Muitos temerosos de serem apanhando, esconderam-se em diversos locais em matagais e  paios de milho. Os  brisiliani, por sua vez retornaram horas depois muitos zangadas, a cerca dos fugitivos. Confirmando as series suspeitas dos jovens assustados, contudo, os mesmos conseguiram safar-se e nao foram capturados para o bem estar próprio e de suas famílias, muito aflitas com a situação
Por volta de 1945, transfere-se com a esposa Catarina Zucchetti e os filhos Belino, Laurentino e Selvino par a sede do distrito – para desgosto da mae e irmão “de a casa vecchia” (da casa velha) – a fim de administrar os negócios como vendedor e registrador da Cooperativa de Agricultores em Araca, apontado e eleito que for a pela comunidade, por saber tratar-se de um homem justo e de responsabilidades.
A par dos trabalhos, dava-se na gratuidade de seus genuínos sentimentos de generosidade e  aos afazeres afetos a Igreja – desempenhou por mais de meio século os ofícios anominos de sacristão e  da Capela de Sao Tiago de Araca, posteriormente paroquia. Desde 1940, nada recebeu em troca como dividendo financeiro, tendo antes, muitas vezes, que contribuir de seu bolso para levar a diante obras ou saldar dividas.
Nada lhe passava pela mente que o fizesse abandonar as funções sacras.
No final da caminhada, aos 68 anos as aprovações que lhe couberam e o passamento doloroso, mais iluminado pelo sorriso de êxtase que deu a vida a sua face e os derradeiros momentos.
            
      Relato de Oliva Frasson sobre a Família

Relata-se que durante a viagem para a America( Brasil) “La Merica” morreram dois     irmaos ainda crianças de Faustina, vitimados por fibra e gripe(provavelmente pneumonia). Depois de velado por 24 horas, seus corpos foram lançados ao mar , dentro de caixotes pela escotilha do navio.
Costuma-se, naquela ocasiões dramáticas, cobrir a cabeça da madre das crianças com um avental e vira-la de costas para que nao presenciasse o arremesso dos corpos de filhos mortos as águas profundas.
Atravessia demorava 30 dias e noite. Os enterros em alto mar- faziam indispensáveis pelo longo espaço de tempo em que os corpos permaneciam a bordo e , devido ao perigo, sempre presente de epidemias entre a tripulação As precárias condições de higiene do barco e da quase total inexistência de remedies e medico para o atendimento das ocorrências, se faziam presentes A morte, naqueles dias heróicos, ceifou muita vidas, especialmente de crianças, o lado mais carente e frágil da corrente  emigratoria
 Caterino Frasson, e procedente de Piombino dese (Padova) e Faustina(Fausta) Costella de Sacile (Udine). Os mesmos diziam que naquele pais nao tinham terra, eram campesinos (“contadini”) assalariados e moravam em uma pequena vila do interior.
Durante os rigorosíssimos invernos italianos permaneciam  por longos períodos de 4 meses praticamente presos em suas casas ou nas estrebarias, junto aos animais, para poderem se aquentar…
Nao tinham mais com o que viver, por isso resolveram emigrar. Alem disso, as guerras e violências de todas ordens eram o prato-do-dia naqueles tempos na segunda  metade, do século 18.
Afirma-se que eram analfabetos, porem  Caterino era visto pelos outros, com grande pratica de contas e a fazer operações aritméticas mentalmente.
Um dos trabalhos de  Caterino, ainda  no Brasil era de confeccionar tamancos artesanais( zocoli) com madeiras de acoita-cavalo ( I salta cavai) e couro para toda a família
Angelo Frasson emigrante era filho de Luigi Frasson nascido em 1804 e Catherina Barreta


Filhos do tronco Angelo Frasson e Maria Luigia Pattaro

01 Primeira Generacao

Pietro, Antonio, Caterino(Nova Araca),  Giovanni(Nova Bassano), Catharina e   Regina

Regina a menor morreu com poucos anos de idade no Brasil com a hipotese que tenha morrido no navio  que trouxe a família da Itália   A família Frasson, veio no navio Righi, juntamente com 1.013 passageiros e chegaram no Brasil dia 22-01-1887, partindo para o  Rio  Grande do Sul dia 28.01.1887 do Rio de Janeiro.          Os italianos registravam os mortos na entrada no Brasil para ganhar mais terras do governo,  Pietro o mais velho, segundo informações morreu em Veranopolis solteiro. Antonio casou com Helide Passari e foi morar em Guapore onde ainda vivem seus descendentes, como a senhora Beatriz Cristina Frasson que tinha 82 anos em 1989 quando entrevistamos e muito nos ajudou a completar a historia da família Frasson. Giovanni conhecido como João casou com Maria Bettio e morreu em Nova Bassano, tendo seus filhos como a Amabile e Nelson que residiam em Nova Bassano e Severino que Morava em Nova Araca. Catarina casou com Eugenio Pessin em Veranopolis e seus filhos Olivia e  Elvira moravam na linha Marques do Herval.

          Caterino  Frasson casou com Faustina Costella e foi morar em Nova Araca.

02 Geração

Filhos do tronco Caterino Frasson e Faustina Costella

Caterino teve 14 filhos

1-Pedro, 2-Regina, 3-Luis, 4-Jose, 5-Valentim,6- Aurelio, 7-Olivia, 8- Amabile,9- Angelo, 10-Teresa,11- Antonio,12- Cezar Augusto, 13-Ernesto, 14-Guilherme ( Frei Damiao)









03 Geração


1-a-Pedro teve 6 filhos

( Itelvino Catharino, Almerindo, Isolinda, Honorino Adolfo, Reinilde, Vaidr Luis, Clinio Amadeu

Pedro teve 21 netos na 3 geracao e dois bisnetos na 4 geração


2-aRegina teve 11 filhos e filhas esposa de João scapini

( Reinaldo, Elza, Laudelino,Hilario,Divalda, Lucia, Valciria, Catarina, aires Antoninha,claudina, Teresina) sendo 6 religiosas.

Regina teve 22 netos na 3 geracao e 8 bisnetos na 4 geracao

             3-a- Luis Frasson casado com Catarina Zuccheti teve 10 filhos

(Belino, Laurentino, Selvino ( meu sogro), Fidelis, Arlindo, Lidovino, Maria Faustina, Guilherme, Gema e Helena)

Luis teve 36 netos na 3 geracao e 8 bisnetos na 4 geracao.


4a-Valentin Frasson casado com Leonilde Marchetti teve 13 filhos

(Artenilo, Agenor,Vinuense, Jovino, Neli, Albertino, Jurema,Claudio, Osvaldo, Elias, Isabel, Enio, Marilene

Valentin teve 28 netos na 3 geracao e 4 bisnetos na 4 geracao


5-a- Aurelio Frasson e Amelia teve 5 filhos
(
Graciano, Maria,  Artemio,  Carmelino,  Maristela)

Aurelio teve 7 netos na 3 geracao






6-a Oliva Frasson casada com Guido Zucchetti teve 13 filhos

(Adelqui Antonio, Dorvalino, Damita, Darci, Darcila, Alberto, Osvaldo,Aldo, Rosa Maria, Luiz Antonio(primo que muito ajudou com suas pesquisas e informações sobre a família), Olga, Nilva,  Domingos

Olivia teve 25 netos na 3 geracao e 3 bisnetos na 4 geracao.

7-a Angelo Frasson casado com Assunta Fracanabbia teve 10 filhos
(Natalina, Catarino, Ivo, Fides, Livino,Carmen, Donatila, Miriam, Clovis, Valcirio

Angelo teve 13 netos na 3 geracao.


8-a- Teresa Frasson casada com Jose João Muraro teve 10 filhos


(Claudino, Miguel, Maria.Felipe, Justina, Elena, Arlindo,  Danilo, Alberto,Ivo

Teresa teve 17 netos na 3 geracao e dois bisnetos na 4 geracao.

9-a- Antonio Frasson casado com Irma Boff teve 14 filhos

(Valter, Oscar, Hugo, Helena, Teresinha, Diana, Saul, Neiva, Ines, Ivo, Mario, Paulo, Ilda, Mari

Antonio teve 10 netos na 3 geracao.

10-a Cezar Augusto casado com Rosina Ferrari teve 11 filhos

(Inez, Valdomiro, Elidio, Euclides, Domingos, Inez, maria terezinha, Margarete, Felisberto, Ema, Eugenio

Cesar teve 12 netos na 3 geracao



11-a Ernesto Frasson casado com Olivia Caporal teve 9 filhos

(Divino, Elio, Nilva, Ovidio, Clelia, Flavio, ademir, Eliana, Aldair,)

Ernesto teve 14 netos na 3 geracao



12-a-Jose Frasson casado com Marina Zolet teve 13 filhos
(Idilia, Ilda, Ires,Leonilde Madalena, Aleida, Zilde, Tarcisio Paulo,Geremias, Gilberto, Jorge, Francisco, Zenaide, Auxilio)

Jose teve 42 netos na 3 geracao e 15 bisnetos na 4 geracao.

13-a Amabile Frasson  casada com Mateus dal Pozzo teve 10 filhos
(Sibila, Argemiro, Artenilo, Fidelma, Ines, Almerindo, Alberto, Elena, Gloria, Lourdes Maria












Conclusao

A família Frasson se destacou na cultura e no novo pais onde foi habitar tendo ate hoje, famosos medicos, dentistas, artistas plásticos, religiosos, e jornalistas e nas mais diferentes profissões e funções políticas desde prefeito e nos mais diversos cargos públicos
Os descendentes estão vivendo em os mais diversos países da Europa como Itália, Inglaterra e EUA e nas maiores cidades do Brasil se destacando mundialmente em seus estudos e profissoes.

Eu jornalista e autor dessa pequena historia da Família Frasson  agradeço a todos os amigos e parentes que me incentivaram a continuar a pesquisa que comecei quando fiz a minha tese na Universidade do Vale do Rio dos Sinos em 1989. Assim como os momentos que pude conversar com o Frei Rovilio Costa e adquirir muitos livros ate mesmo com sua dedicatória  que tenho na minha estante de livros. Foi lendo alguns de seus livros que sempre lutei pra manter acesa e viva a Historia da Família Frasson. Esperando no futuro em publicar a Genealogia complete em um livro gostaria de publicar meu email dirceudasilvaantunes@yahoo.co.uk para todos os descendentes da Família Frasson contatarem e assim eu continuar e atualizar minhas pesquisas da família
O propósito de estudar os antecedentes da Colonização Italiana em especial a família Frasson, foi para evidenciar, através da realidade, como permanece vivo o espirito Italiano, em comunidades brasileiras. Houve intenção de relatar uma parte da nossa historia , utilizando o método especifico de rastreamento, indo as fontes e coletando, desde o depoimento verbal, com
documentos e escritos fotográficos A zona de colonização italiana do Rio Grande do Sul teve como povoados, quase de modo exclusive, indivíduos e grupos provenientes do norte da Itália, a região mais atingida pela crise econômica no momento da unificação
Junto amigos, parentes ou conhecidos, muitos dos quais, graças as facilidades que lhes foram fornecidas na nova terra, já rumaram para junto dos seus.

Friday, October 14, 2011

Netos e bisnetos de Luis Frasson e Catherina Zucchetti

1- Filhos e Netos de Selvino Frasson(13-09-1932) e Hilaria Comunello(19-01-1933)
1-Angela Maria ( ) casada com Jandir Zattera filho Sebastian Zattera nascido em Verona na Italia.
2-Eliane Maria Frasson Sebben ( )casada com Samuel Sebben ( )
filhas Alessandra e

3-Teresa Maria Frasson Antunes (12-06 1963) casada com Dirceu da Silva Antunes (13-12 1963)
autor do blog e residentes em Brighton na Inglaterra
filhas Sarah Veronica Frasson Antunes (03-06-1998) e Catherina Isabel Frasson Antunes (05-06-2001)

04-Silvia Maria Frasson divorciada
Filhos Pietro Zucchetti e Ana

05-Alexandra Frasson casada com Gianpietro


02-Filhos e Netos de Fidelis Olivio Frasson (25-03-1934)

6- A Arvore Araca

Com a ajuda do primo Luis filho da Tia Oliva que me deu um texto e palavras consegui unir muitas informacoes sobre a familia Frasson e Nova Araca.

Nas imediacoes da curva descrita pelo Arroio Araca, no lugar chamado "pasin", onde cruzava a picada que entrava dentro do mato desde o Jucao(Sao Pedro do Guabiju) - (Sao Jorge) indo em direcao a atual linha 15, achavam-se grossa arvores de Araca de mais de 1 metro e meio de diametro. entre elas sobressaia uma especie cujo caule media aproximandamente 3 metros de diametro. Esse tronco era adotado de uma abertura (toca) que fazia com sua base se assemelhasse a um vaso, possuindo apenas a bordo como sustentaculo - "la vegna a zo a campana" (dialeto. O caule qpresentava em forma de Sino.

Adolfo zucchetti obersevou com detalhes a utilidade da toca para muitas pessoas que transitavam pelo local, incluisive para si mesmo. em algumas ocasioes correu ate ela pra abrigar-se de aguaceiros. Quer buscando a livre sombra, quer agassalhando contra temporaris. A generosa mae Araca "mostrou-se sempre acolhedora para com os que a procuravam".
"I viajanti i ga sgranda el vaso por abrigar-se sorte che no ze casca nhanca na saeta" ( os viajantes aumentaram o espaco da toca para nele poderem abrigar-se melhor e sorte que sobre ele nao caiu raio algum. Obersvou Severino Frasson, a um passo de sua gargalhada classica...
Uma dentre as mais frondosas arvores de Araca," a se ga rabalta" ( uma delas caiu) atravessando sobre o ricacho que ficava ao lado , e transportando-o de margem a margem.
A caida da arvore permitiu, entao que o tronco passase a ser usado como meio pratico e eifcaz de atravessar aquelle arroio.
Posteriormente seria levantado ao lado do gigante caido, uma ponte construida com blocos de basalto.
Dos troncos dar arvores de araca mediante a um emprego de um ferro era feita a raspagem para retirar as cascas que eram utilizada pra o processo de curticao do couro de gado, e enviadaos a um cargueiro para um curtume em bassano.

O local que atualmente e a cidade de Nova Araca, era tomado de pes de Araca. O outro pede Araca que tornou se famoso em abrigar viajantes foi o que encontrava-se a beira da estradela e que subia o morro nas proximidades da casa de Catarina Zucchetti, extremidade sul da hoje rua Alexandre Gazoni(saida para Nova Bassano).
O caule de 2 metros aproximadamente de circunferencia e sua ramagen grande , convidadva os tropeiros a descansarem e suas mulas cargueiras terem um repouso."por che l'era riva in su@
O lugar assim passou a ser conhecido de Araca. Ja as frutas que produziam semblavam a jabuticabas e segundo as pessoas o gosto alguns diziam e outros desmentiasm "no le zera mia tanto bone de magnar"... (nao era la muito bom de se comer.


6.1 Terra de Catherina Frasson em Nova Araca

Caterino Frasson possuia (02) colonias de terra agricultaveis - 10 alquieres a colonia situada na banda sudoeste do chamado "Matto del Signore" (Mato de Deus) e posteriormente, distrito 10 de Lagoa Vermelha.

7- O trabalho da Terra

 O grandioso "Mato del signore" estendia-se como um verdadeiro manto vivo cheio de madeiras nobres e de copas de pinheiros antigos. O limite das colonias e a a medicao das terras. pelas familia imigrantes, decretou um exterminio ou cortes de arvores gigantes. fazia-se necesario abater-se a mata pra proteger a marccao dos rocados.
As arvores eram derrubadas a machados ou queimadas por longo periodo. Por unidade abatida era pago " un fiorin" (nome da moeda na epoca) e a madeira de melhor qualidade era poupada para utilizacao de construcao de casa, paios, e galpoes serivam para a criacao de animais e a fabricacao "delle scondole" (taboinhas), emprgadas na cobertura de moradias.
Os instrumentos de trabalho , como enxadas, pas, machados, foices, vinham nas bagagens das familias ou eram adquiridos em outras localidades, como Alfredo chave ou bento Goncalves. Alguns agricultores equipados, faziam uso do arado americano, em forma de meia lua. Mas foi somente com a instalacao das primeiras ferrarias em Nova Araca, que passou a montagem destes instrumentos em " trilha de ferro" ( barrras ou tal submetida ao torno).
Os colonos observaram a melhor epoca para o plantio atraves das mutacoes da lua (fases da lua). O milho era semeado nos dias da semana em cuja palavra naohouvesse a letra "erre", portanto, as segundas, quintas e sabados, a  partir do mes de outubro.
Sexta feira, apesar de nao haver a letra  " erre", nao se ousava plantar, motivados por atitude de respeito em relacao a paixao da morte do Senhor neste dia.
O trigo (el formento) era semado entre os meses de maio e junho, e apenas 1 Kg do cereal resultava na produtividade de 60 Kg.
Eusebio Zanchetti, um dos primeiros a chegar em Nova Araca, relatou que com cincos sacos, colhia-se  duzentos e dois sacos em 10 hectares. Na safra do ano de 1950, houve uma grande chuva de pedra, ocasionando grande perda do produto, estimada em 50 anos. Mesmo assim foi colhido 180 sacos na terra da familia Zancchetti. Eusebio atribui o fato que as terra de Araca nao produzirem trigo hoje, na quantidade de outrora a dois fatores decisivos: conforme fez cres com sua versao.
Determinados colonos ao levarem sua producao para a moagem na cidade de Nova Prata, tiveram de esperar 4 ou 5 dias ate serem atendidos, pelo fato de ser grande o numero de agricultores que para aquele moinho recorriam. Impacientes com a espera, blasfemaram aos ceus sem paciencia em retribuicao da fartura recebida.
Na festa de 13 de outubro de 1950, quano era inaugurada a nova igreja Matriz e a Casa Canonica de Nova Araca, o incansavel padre Alberto Peroni, formulou insistentes pedidos aos paroquianos que fornecessem pao para aqueles acontecimento, ja que havia farinha em grande quantidade. O apelo resultou na coleta de muitos cestos de paes. ao final da festa como a sobra de paes foi tanta, alguns homens presentes (bvebados) no salao paroquial, comecaram a chutar os paes pelo chao que estavam sobre as mesas. E com expressao triste, Eusebio acrescentou " Dopo de l'ora ga mia piu datto formento come primo coa Araca" ( depois daquele fato, nao se colheu tanto trigo como antes em Araca).
Comentarios ocorrem ate hoje sobre o fato, nas rodas de bares em Nova Araca.

5-Provincia de "Padova" ( Origem dos Frasson)

Em latim, " Patavium", capital da Provincia de Padova , regiao do Veneto, nordeste da Italia, localizada ar margens do rio (Fiume Bacchiglione) a oeste de Veneza. A Padova foi fundada de acordo com a lenda pelo heroi troiano Antenor, e sua primeira citacao data de 302 A.C. conforme registra o historiador romano Livy, que nasceu (59 A.C0. A pequena comunem prosperou grandemente e, entre os seculos XI e XIII, impos-se como importante centro de vasta area.
O poetas Dante Alighieri viveu em Padova e Santo esta sepultado. A cidade foi governando pela familia Carrara de 1318 a 18666, e foi ativa no Risorgimento' - o movimento pela independecia da Italia -, um ataque teve lugar ali em feveriero de 1848.

Padova foi fortemente bombardeada na II Guerra Mundial, e as pinturas murais de Andrea Mantegna, na igreja dos Emerimtas (Capela dos Crovegni), 1303-05, contem famosas pinturas de giotto, e a "Scuola del Santo" (Escola dos Santos) contem quadros de Ticiano. A catedral (reerguida em 1552) possui um batisterio romanico. A basicila de Santo antonio 1232-1307 abriga a tomba do santo e conta ainda com estatuas e relevos de Donatello sobre o altar.

Na praca, em frente a Basicila, acha-se a magnifica estatua equestre di tutti i tempi ( e um dos monumentos equestres mais altos em todos os tempos).
O Palazzo del Capitano (Palacio do Capitao 1532), Palazzo della Regione" Palacio da Regiao , o Pallazzo il Bo e a a universidade. Criada em 1222 , a Universidade e a mais antiga da Italia, depois da de Bologna. O jardim botanico feito em 1545 o mais antigo da Europa.

4- Veneto

Terra dos Venetos e todo o territorio que compreende Veneto e Cadore, Friuli e Venezia Giulia, e que do curso inferior do rio Po, que forma o seu limite meridional, se extende a Nordeste, ate Trieste, circulando como num extenso semi circulo as aguas interiorer do Adriatico. Em sua maior parte, e vasta planicie constelada de grandes e vivas cidades e de florescentes centros agricolas e industriais, ornada ao longo do mar pelos espelhos placidos das lagunas e das dunas(i arenali).
Na regiao setentrional, o Veneto ergue sua larga face pre-alpina, em uma solene esclada de montanhas: as Ds dolomite Cadorine' e os Alpes 'Carniche e Giule' que dividem a gente veneta da germanica e esta das portas orientais da Italia. Ao centro do semiciruclo, destacada da terra firme e circundada de azul como se fora uma miragem, fica Veneza, incomparavel rainha de todo o terriotirio, disposta como num esquisito tabuleiro sobre suas 118 ilhotas que afloram das aguas que circundam e adornam. A gloriosa republica maritima e mercantil que conta mais de um milenio de historia autonoma, que por tantos seculos foi tramite vital de troca entre Oriente e Ocidente e soube fazer morarem em sua harmoniosa e original civilizacao intermediaria estes dois mundos, mais que do Veneto e uma das maravilhas do mundo, um dos mais felizes e completos milagres que um ciclo de historia.

Se o Veneto e por excelencia a 'terra da arte', que do seculo XI ao seculo XIII, a viu desenvolver-se com uma coerencia e continuidade maravilhosa, esta arte resplandece sobretudo em Veneza. o complexo monumental de Piazza San Marco' (Praca Sao Marcos), reassume os tres momentos principais da evolucao desta mesma arte: o momento bizantino na basilica de Sao Marcos, refleta de marmores e no ouro dos mosaicos: o momento 'Gotico', no 'Palazzo Ducale' (Palacio dos Duques), monumento supremo, tanto a arquitetura externa quanto no inteior, elevado a gloria e a majestade da antiga Republica; o momento Renascentista , na iluminosa livraria Sansoviniana.

Mas o Veneto tem inumeras outras "Venezas" para enternecer o mundo... Antes de tudo tem a oferecer suas cidades monumentos, as quais refletem em sua proprias personalidade a arte e a civilidade herdadas do "Capuluogo" (da capital) Venezia.
Assim e Verona, grande impreendimento agricola e industrial fundado as margens do rio Adige e da estrada do Brenero que desembocam na planicie, onde se acham os maiores riquezas romanos (ruine) de toda a Italia setentrional, e Vicenza e Padova e uma das outras tantas cidades do Veneto junto com Treviso, Belluno, Feltre, Bassano del Grappa, e chioggia. ( Texto tirado do livro Italiano "L'Italia')

Wednesday, January 20, 2010

11-Luiz Frasson


Segundo filho de Catherino e Fausta Costella, feito chefe de familia pela circunstancia tragica do repentino falecimento do pai, Catherino em 1925, Luiz assumir ao lado da mae, o dever de conduzir-se qual um chefe de familia frente aos muitos trabalhos da colonia e a orientacao moral e religiosa do numeroso elenco de irmaos ainda menores.
Na revolucao de 1930, Pedro e Luiz Frasson, com Alexandre Franzosi e mais dois rapazes da familia Menegat, foram obrigados a acompanhar um comando de "Brisiliani" (guerrilheiros de origem brasileira) ate alem da localidade de Andre da Rocha. A certa altura, os jovens aracaenses sequestrados, tomando de alguns cavlos, fugiram dos mesticos e se dirigiram para suas casa.
Muito temerosos de serem apanhados, escondera-se em diveros locais em atagais e paiois de milho. Os "brisiliani", por sua vez, retornaram horas depois muitos zangado, a caca dos fugitivos. confirmando as series suspeitas dos jovens assustados, contudo, os mesmos conseguiram safar-se e esconder em casas de familiares e amigos.

Filhos e netos de Pedro Frasson



1-Itelvino Catharino Frasson (23-12-1926) casado com Beatriz filomena Ferron (10-11-1932)
filhos:
Ana Maria, Vera Lucia, Pedro Adolfo
Beatriz e filha de Adolfo Ferron e isabel Vanti.

2-Almerindo Frasson (01-08-1928) casado com Generosa Natalina Muraro(17-04-1932)
filhos:
Geica Maria, giselda Maria, Genair Maria, Genilca Maria, Adalberto |Luis, Luis Carlos, Silvio Luiz.
Generosa e filha de Antonio Muraro

3-Isolinda Maria Frasson (25-09-1930) casada com Honorino Adolfo Zanccettin(22-4-1927)
filhos:
Odete Maria, eugenio Honorino, Edilberto, ivair Luis, Pedro Ivo, Paulo Roberto.
Honorino Adolfo e filho de Euzebio Zanchetti e Cristina Albaba.

4-Reinilde Teresinha Frasson(4-08-1932)
Reinilde Teresinha (Irma Maria Iracema) e da congregacao de Sao Carlos Borromeu.

5-Valdir Luis Frasson(19-10-1938 + 2-6-1979) Iria Paludo (13-3-1950)
filhos:
Clodooaldo, Valquiria, Everson.
Iria Paludo e filha de Augusto Paludo e Maria Postal Paludo. Valdir Luis faleceu com 50 anos .

6-Clinio Amadeu Frasson (10-8-1943) casado com Carmen Maria Castagna(5-6-1945)
filhos:
Glauber, Clarissa.
Carmen e filha de Angelo Castagna e Ana Cervelin.

Pedro teve 21 netos na terceira geracao e ? .... bisnetos da quarta geracao em 1990 foi os dados que tivemos se alguem quer atualizar send me email com novos dados.


3- A Chegada

A chegada oficial ao Brasil dos navios imigrantes acontecia somente quando aportava no cais do Rio de Janeiro entao o corote do Imperio, capital do pais.
Alojados alguns dias naquele cidade, ficavam a espera de barcos cargueiros menores que o transportassem para as terras destinadas. Uma segunda etapa do percurso (Rio de Janeiro - Rio Grande do Sul), alcancando o Porto Alegre eram recebidos ali por um funcionario publico e, apos decorrido alguns dias de estadia do albergue, praca da Harmonia. Logo apos destinados eram a colonia de Bento Goncalves.
Nesta localidade foi construido um barracao para receber os recem chegados, onde permaneciam de 7 a 8 meses. Ali esperavam que fosse entregues terras das colonias da regiao para fazerem roca.
Aos imigrantes italianos coube as acidentadas zonas da serra, porque as zonas do proximo rio jacui, Vale dos Sinos ja haviam sido ocupadas pelos alemaes.
Percorreno a serra, a pe em picadas ab ertas a facoes em meio as florestas, seguidos por mulas cargueiras que levavam sua bagagens os colonos escorregavam facilmente morro abaixo para vencer o vale do rio das antas. Atravessavam de barco, o rio carregando comida atadas nas costas. E as vezes abasteciam de frutas silvestres e cacas miudas.

No periodo (1893-1895), o Brasil sofreu o trauma da guerra civil- revolucao Federalista - quando o governo do segundo presidente do Brasil, Floriano Vieira Peixotoo 1890- 1894, o "Marechal de Ferro", foi o palco de inumeras rebelioes. A revolucao, que pretendia a restauracao de um regime federalista no pais, ou seja, a uniao dos estados para a promocao e desenvolvimento e defesa dos interesses comuns, resguardava a autonomia de cada um. O poder central estava no Rio de Janeiro, mas foi no Rio Grande do Sul, que aquele movimento em junho de 1892, mais se acentou, sob a lideranca do Almirante Custodio de Mello, Ministro da Marinha.

Durante esses anos era comum grupos revolucionarios registrarem-se em matas fechadas para protegerem-se das perseguicoes ou mesmo a fim de entrincharem-se na eventualidade de futuros enfrentamentos.
Esses homens pioneiros provavelmente tenham sido os primeiros a penetrar a abrir frentes ou picadas nas matas do entao intocado "Matto del Signore".

um dos nomes mais em evidencia dentre aqueles grupos, foi o de Juvencio Guedes, homens andarilho e posseiro que segundo diziam, 'nunca teve casa', embora sua permanente disposicao em descobrir terras ainda por desbravar.

A extensa floresta de pinheiros -araucaria, batizada "caemone' pelos indios era uma barreira quase instranponivel para os tropeiros paulistas que se destinavam as Missoeos Jesuiticas (oeoste do estado), em torno de 1730, quando da chegada de Cristovao Pereira de Abreu, um dos precursores, ja vinha sendo chamada de "Mato Portugues".
dominio e habitacao de indios do grupamento coroados, ditos "Bugres", defensores intransigentes do seu chao ofereciam motivos de temor a tropeiros e viajantes pelos frequentes asslatos que cometiam. A grande mate erguia-se desde a sera do rio das Antas, avancava pelo campo e demandava, no rumo norte, a regiao do Alto Uruguai.

Atravessando o mato portugues, os tropeiros , suspirando de alivio, defrontava-se outra vez com o campo, o qual situava-se entre o Mato Portugues e o Mato Castelhano, no qual foi batizado com o nome de Campo de Meio. os indigenas chamavam-no de "Cariroi" e os missionarios jesuitas, de Potreiro Grande, porque nele pastavam seus rebanhos.

O Matto "Del Signore", vasta area assim chamada pelos italianos da colonia de Bassano(1896), etendia-se para alem da linha 12.

Pe. Felix Fortunato Bussata, baseado em registros historicos, nos da a conhecer, em seu livro "Parai no centenario da Imigracao italiana" que "Matto del signore" tem sua historia. Na aquisicao de glebas, certos fazendeiros compravam alguns milhoes de campo com mais outros milhoes de serra ou mato.
O campo era logo ocupado, sobrando asim a serra.
Na divisao dos lotes coloniais, que foram dados (posteriormente) aos imigrantes italianos de Alfredo Chaves (Veranopolis), no distrito de Nova Bassano, os agricultores marcavam o limite ao norte da linha 12 ( Luis de Franca).
Os moradores de Nova Bassano ( a entao colonia de Bassano) perguntavam: 'Onde estao os senhores das terras alem da linha 12"? Nao podendo apontar ou dizer o nome dos proprietarios, foi introduzida a expressao "Matto del Signore", ou seja, mato de Deus, a propriedade de Deus. Tal denominacao ajustava-se muito bem a fertilidade do solo, pois as "coisas de Deus sao boas".
A area desta terra abrangia todo o territorio do hoje municipio de Nova Araca, estendendo-se ate o arroio dos gordos, assim batizados porque la viviam familias com este apelido, a dois quilometros da presente cidade do Parai, Rio Grande do Sul.


Monday, January 18, 2010

2-A Grande Aventura

Procedente das comunas de origem( i paesi) no aguardo do embarque, depois de haverem ultrapssado os martirio da "via crucis", que representavam as despedidas dos amigos e mesmo de familiares que la permaneceram, "dopo de piangere fin al cabo de un mese" (depois de chorar por um mes inteiro), conforme referiu Ida Zucchetti Comunello, a experiencia de seus pais Giacomo Zucchetti e Domingas Braganollo. Foram assim, a bordo de um barco ancorado no cais do porto da cidade de Genova, na Liguria, na companhia de centenas de outras familias emigrantes, de posse de alguns poucos pertences de utilidade imediata, como baus, roupa e objetos de cozinha.

Nao tendo mais lagrimas a derramar e ja feitos ao mar, 'la nave" ( embarcacao), sua habitacao dali por diante estendeu-se a 40 dias e noites - tempo medio calculado para se alcancar a terra americana.

Era um misto de barco a vela e a vapor que oscilava ao sabor da correnteza e aos caprichos dos ventos, ora avancando, ora recuando, permitindo-lhes descortinar espelhos naturais de indescritivel beleza, com a vastidao infinita das aguas e confundir-se com as profundezas etereas de um grande ceu onipresente. o avistamento dos retalhos esverdeados dos montes altivos da costa italiana, que ia se distanciando, pouco a pouco, e a descoberta de numerosos cardumes de variadas especies de peixes e de tubaroes. E a superficie d'agua impressionava-lhes aumentadndo o trauma da partida.

Contudo, as perspectivas que se apresentavam para o restante da travessia transoceanica em nada poderia-lhes tranquilizar. Outros navios de passageiros seguiam abarrotados de pessoas, bagagens e animais que eram levados junto para serem abatidos durante a viagem. Os desconfortos, a falta de higiene e os transtornos sem conta decorrente da superlotacao, alem dos perigos costantes frente ao grande mar imprevisivel, salgavam-lhes os dias. O cardapio de bordo nao superava o feijao com farinha de mandioca. Como os italianos ainda nao conhecessem a farinha de mandioca, acreditavam tratar-se de quizo ralado, e quando a provaram pela primeira vez, alguns deles disseram "mamma mia.. questo ze legno..." (isto e madeira...).

No longo e interminavel periodo de mais de mes, dezenas de pessoas sofreram de molestias, com febres e estados gripais, complicados pelas condicoes de umidade, influencias climaticas e desnutricao.
Como e natural a morte, com sua adestrda foice de ceifar vidas, recolhia preferencialmente os pequenos e jovens ainda pouco resistentes. Velados por vinte e quatro horas, os corpor eram dados ao mar como sepultura, atraves da escotilha (janela) do barco, so das criancas - Fausta Costella, depois Frasson que perdeu dois irmaos, vitimas de febre - , as maes eram viradas de costas e tinham a cabeca velada por um avental para que nao participassem do torturante espetaculo.
Mas, se muita lagrima escorreu, nem tudo era suspiro de infelicidade. A excelsa e feliz tadicao dos italianos no cultivo do bel canto rompia com valor para afugentar as dificies condicoes em que se encontravam.
O repertorio das cancoes alegres e espirituosas contribuia para injetar-lhes animo e coragem. Coragem de suportar mais um dia de adversidades, pois a "Merica" nao deveria estar muito distante! Logo, logo ate ela chegaraiam...!
Os emigrantes que possuiam o dom de cantar e encantar os navegantes recebiam da tripulacao do navio lagostas e outros frutos do mar, visto que afirmavam gostar de ouvir o cantar da patria italiana.
"Joao Sechhi" recorda certo fato que lhe foi transmitido: durante a interminavel travessia, um grupo de imigrantes estava confinado ao porao do navio, na mais baixa classe economica onde vigorava um sufocante calor de nao mais poder suporotar. Nisto um deles sugeriu:
"Andemo su em cima en tel bastimento por ciappor aria e scomiciemo a cantare" (vamos para cima ate o conves para tomar ar e comececamos a cantar).
Concordaram todos, imediatamente e, com a ideia por demais oportuna, para la sem mais esperear seguiram.
Era noite, ja devidamente instalados na cobertura superior da embarcacao, agraciados pela refrescante brisa marinha, os novos aventureiros de alem mas puseram a cantar a saudade da vida que haviam deixado para tras na Italia, de cada um eternanmente vulneralvel...
Todavia, aquela serena alegria parecia naufragada a ter pouca duracao, uma vez lhes surgiu, com ar grave um "carabiniere"(policial italinao) que era como se chamava os guardas de seguranca de bordo, atraidos pelas potoentes vozes em cantorias.

Intimidados com sua presenca, qual nao foi a surpresa quando o carabiniere, que era responsavel em cuidar os tipulantes naquella travessia maritima, mandou com que alguem fosse buscar 'um fiaschetto de vino chinati" ou seja, o melhor vinho do navio que vinha acondicionado em garrafoes de palha, e mais "piati de macarroni e galetto'(pratos de macarrao e galeto).
Desde aquela memoravel ocasiao, entao as serenatas foram se repetindo a noite, recheados de alegria e com as mesmas regalias.
E assim postos a prova por dias a dias com privacoes, mas com esperanca e otimismo, paravam repentinamente seus canticos e perguntavam entre si'nao so aquelas nossas montanhas? onde ficavam varios minutos parados tentando avistar os cumes ainda afastados e a provincias a proximicao da desconhecida e ansiada terra do Brasil. Aclamacao com emocao, atraves de seus cantos o termino do sofrimento e a chegada ao Brasil.

"Monte te veddo..., monte te veddo..." (monte te vejo, monte te vejo...).
Ja proximos, todos podiam ver os contornos da nova terra, em constraste com o mar.
Era uma visao de expectiva do novo horizonte brasileiro.
"El Brasile...La Merica..." , La nostra Merica..." em Brasile noi siamo arrivati..." (A nossa america..., no Brasil nos todos chegamos).

Frase que unidas apos pelos italianos, formaram a letra da musica" Merica", que ate hoje e entoada pelos descendentes dos imigrantes Italianos da serra gaucha, que levados de grande emocao recordam seus antepassados.

Monday, January 11, 2010

Segunda Geracao: Filhos e netos de Catherino Frasson e Faustina Costella


Filhos e netos de Luis Frasson e Catharina Zucchetti








1-Belino Catarino Frasson (24-01-1929) casado com Melvine Veroneses (20-04-1935)

Filhos:
Geraldo, Gilmar, Antonio, Renato, Paulo Ricardo, Milena.
Melvine e filha de Reinaldo Veronese e Cecilia Veronese

2-Laurentino Frasson (03-12-1930) casado com Lidia Brandalise (29-03-1933)

Filhos:
Airton Luis, Vania Maria, Valmor, Jair.

3-Selvino Antonio Frasson (13-09-1932) casado com Hilaria Comunello (19-01-1933)

Filhos:
Angela Maria, Eliane Maria, Teresa Maria, Silvia Maria e Alexandra
Hilaria e filha de ida Zucchetti e de Mauricio Comunello.

4-Fidelis Olivio Frasson (25-03-1934) casado com Marlene Ribeiro (30-11-1938)

Filhos:
Paulo Roberto, Alexandre , Luis Alberto

5-Arlindo Frasson (23-03-1937) casado com Emilia Bertoni (26-02-1948)

Filhos :
Adriano e Juliana
Emilia e filha de Romario Bertoni e Ana Baldasso

6-Lidovino Santo Frasson (14-04-1938 ) casado com Ermelinda Galvan (06-12-1946)

Filhos:
Vanderlei, Joice Cristina, Tiago

7-Maria Faustina Frasson (2-11-1942) casado com Valdomiro Kics (20-01-1939)

Filhos:
Adilson Luis, Adriana, Andreia Maria, Luis Henrique, Marcelo, Alessandra.
Valdomiro e filho de Avelino Kies e de Agata Azelinda Perin.

8-Guilherme Frasson (18-1-1944) + ( ) casado com Idene Ana Bettin (25-6-1954)

Filhos:
Fernando, Kiara, Isabel e Leonardo

9-Gema Frasson (27-8-1946) casada com Leonel Fabris (10-07-1930

Filhos:
Camila, Karen
Leonel e filho de Primo Fabris e de Adelia Fabris.

10-Helena Frasson (23-03-1950) casada com Nelson Tibola(6-5-1946)

Filhos:
Patricia, Simone, Ana Paula
Nelson e filho de Jose Tibola e Maria Pilloneto

Luis teve 36 netos na terceira geracao e 8 bisnetos na quarta geracao. data de 1990


Por favor mande as datas de nascimentos , e casamentos de qualquer descendentes da |Familia Frasson para meu email. dirceudasilva2004@ yahoo.co.uk

Pedro Frasson

1-Itelvino Catharino Frasson (23-12-1926) casado com Beatriz Filomena Ferron (10-11-1932)
Beatriz e filha de Adolfo Ferron e Isabel Vanti

Filhos:
Ana Maria, Vera Lucia, Pedro Adolfo.

2-Almerindo Frasson (01-08-1928) casado com Generosa Natalina Muraro (17-04-1932)
Generosa e filha de Antonio Muraro e....

Filhos:
Geica Maria, giselda Maria, Genair Maria, Genilca Maria, Adalberto Luis, Luis Carlos, Silvio Luiz

3-Isolinda Maria Frasson (25-09-1930) cado com Honorino Adolfo Zanchettin (22-04-1927)
Honorino Adolfo e filho de euzebio Zanchetti e Cristina Albaba

Filhos:
Odete Maria, Eugenio Honorino, Edilberto, Ivair Luis, Pedro Ivo, Paulo Roberto

4-Reinilde Teresinha Frasson (04-08-1932)
Reinilde Teresinha (Irma Maria Iracema) e a da congregacao de Sao CArlos Borromeu

5-Valdir Luis Frasson (19-10-1938 +2-06-1979) Iria Paludo (13-3-1950)
Iria Paludo e filha de Augusto Paludo e maria Postal Paludo. Valdir Luis faleceu com 50 anos e sua esposa continua morando em Nova Araca data 1990.

Filhos:
clodoaldo , Valquiria , Everson

6-Clinio amadeu Frasson (10-08-1943) casado com Carmen Maria Castagna (05-06-1945)
Carmen e filha de angelo Castagna e ana Cervelin

Filhos:
Glauber, Clarissa

Pedro teve 21 netos na terceira geracao


Filhos e netos de Regina Frasson e Joao Scapini:

01-Reinando Scapini (22-03-1922) casado com Jurema Rodscarro (26-05-1927)
Jurema e filha de Angelo Todescatto e Rosina Vanzin

Filhos:
Jandir, Jandira Maria, Jaime

2-Elza Scapini (Religiosa) (25-07-1926)
Elza era secretaria da Escola e professora do Movimento do Cursilho e residia em guapore,RS

3-Laudelino Scapini (27-04-1928) casado com Zelinda Detogni (23-02-1926)
Zelinda e filha de Eugenio Detogni e Verginia Parizotto

Filhos:
Antonio, Ivaldino, Ivaldina, Maria d Lourdes, Leanir Ines, Ana Maria

4-Hilario Scapini (30-04-1930) casado com Sueli Garbin (08-12-1935)
Sueli e filha de antonio Garbin e Teresa Fabris

Filhos:
Alvaro Francisco, aurea Lucia, alnor, alda Regina, Adia Teresinha

5-Divalda Scapini (Religiosa) 10-11-1932

6-Lucia Scapini (Religosa) 22-10.1935)

7-Valciria M. Scapini (Religiosa) (03-08-1937)

8-Catarina Scapini (09-01-1938) casada com Alberto Viecceli (07-03-1938 + 11-09-1988)
Alberto e filho de Vitorio Viecelli e Vilma Neiva Viecelli

Filhos:
Luis Carlos, Luis Alberto, Mari Lourdes, Maria Lucia, Flavio Joao, Luis Antonio

9-Aires Antoninha Scapini (12-06-1939) (irma Sandra, Religiosa)

10-Claudina Scapini (Religiosa) 21-04-1944)

11-Teresinha maria Scapini (03-10-1943) casada com Jose Joao Ghiggi (15-05-1947)

filhos;
Simone , Fernando

Regina teve 22 netos na 3 geracao e ..... bisnetos na 4 geracao

Filhos do tronco Angelo Frasson e Maria Luigia Pattaro




Pietro , Antonio, Caterino, Giovani, Catarina e Regina.

Os seis filhos ja sao falecidos. Regina, a menor morreu com poucos anos de idade no Brasil com a hipotese que tenha morrido no navio que trouxe a familia da Italia. A familia Frasson veio no navio Righi, juntamente com 1.013 passageiros e chegaram no Brasil dia 22-01-1887, partindo para o Rio Grande do Sul dia 28-01-1887 do Rio de Janeiro. Os italianos registravam os mortos na entrada no Brasil para ganhar mais terras do governo. Pietro, o mais velho, segundo informacoes, morreu em Veranopolis solteiro.

Antonio casou com Helide Passari e foi morar em Guapore onde ainda vivem seus descendentes, como a senhora (1.a) Beatriz Cristina Frasson, filha de Antonio, era lucida quando nos encontramos e muito nos ajudou a completar a historia da familia Frasson.

Giovani conhecido como Joao casou com Maria Bettio e morreu em Nova Bassano, tendo varios filhos como a Amabile e Nelson que conhecemos e residiam na cidade e Severino morava em Nova Araca.

Catarina casou com Eugenio Pessin em Veranopolis, seus filhos como a senhora Olivia e Elvira moravam na linha Marques do Herval.

Caterino Frasson casou com Faustina Costella e foi morar em Nova Araca.
Primeira Geracao - Filhos do tronco Caterino Frasson e Faustina Costella:

Pedro, Regina, Luis, Jose, Valentim, Aurelio, Olivia, Amabile, Angelo, Teresa, Antonio, Cezar Augusto , Ernesto e entre os falecidos esta o (2.a) Frei Damiao ( Guilherme) que faleceu em um tragico acidente junto com o seu colega de Vacaria.

1- Os primordios Na Italia e a Emigracao

O dia-a-dia das familias camponesas nas aldeias das regioes montanhosas da Italia do Norte ( Lombardia, Piemonte, Veneto), no transcorrer da passagem para o terceiro quartel do seculo passado ( 1850- 1875), apresentava-se muitas carencias, frustacoes, incertezas e falta de perspectiva de futuro.
Os colonos (i contadini), quase analfabetos, vivam subjugados pelos patroes autoritarios, e relacoes de trabalho tiranicos, renumerando-os mal, nao obstante um sem numero de exigencias que visavam cada vez mais alongar as necessidades dos trabalhadores da terra.

Na Italia nao lhes era permitido pegar uma cana na mao sem antes pedir licenca ao patroe..." - palavras de Adolfo Zucchetti ( in Italia izer nhanca de ciappar na canna secca in man senza dimandarghea so paruni...) que ouvira dos pais Isaia e Thiara, o relato do fatos daqueles tempos aridos. Sofria-se com a falta de alimentos e desemprego. Quando conseguiam empregar-se amargam a exploracao do trabalho.
No limite da miseria e habitando casas rusticas, de dimensoes insuficentes para familias em geral numerosas, recorriam as estrebarias nos meses de inverno, buscando aquentar-se junto aos animais, como vacas e cavalos e, assim, fazer frente a temperaturas de varios graus negativos que desencadeavam nevascas formidaveis. Neste periodo era impossivel trabalhar a terra, e , para deslocarem ou mesmo sair de casa, fazia -se necessario abrir caminhos com enxadas e pas em meio as compactas barreiras de gelo acumuladas.
Enquanto isso, 'i filava", aproveitando o tempo disponivel pra tecer roupas do "tole".
"Chi anni la se patia a fome... Dee volte el magnar l'era sal e polenta, parche de altro no ghe zera", afirmou Eusebio Zanchettin que aqueles anos sofria fome... as vezes, a comida era so polenta, porque outra coisa nao havia".

A pobreza que se abatia sobre o povo, em particular sobre as classes citadas no rodape da estrutura social, como os agricultores da epoca, vivia-se grandemente as guerras continuas que grassvam e envolviam em seus mantos de sangue e morte aquelas populacoes - "La guerra la magnea tutto", conclui Eusebio ( a guerra comia tudo).

A escasses de alimentos acentou-se tanto a certa altura que muita gente, apos a colheita do milho ou do trigo, passava a catar qualquer resto de espiga, ou mesmo de graos para reforcar a propria alimentacao ou com vistas a venda, a fim de conseguir um ganho suplementar.

Quando a partir de 1847 o Brasil decide facilitar a entrada de contigentes de estrangeiros para colonizar areas carentes de mao-de-obra agricola(leia o capitulo) O Imperio do Brasil e a emigracao do ensaio da Italia milenar para o novo Brasil", os agenciadores contratados pelo governo imperial com o fim de propagandear os beneficios da iniciativa, passaram a alardear a novidade como se fosse uma providencia dos ceus que vinha redimir os pobres e infelizes, que naqueles idos ocuparam o solo europeu. Com suas promesas risonhas conseguiram o feito de fazerem vigorar nas mentes e coracoes desalentados de milhares de desventurados camponeses italianos a marca da esperanca presente e continuamente vigilantes, acenando-lhes om a oferta de terras abundantes na America.

Confundindo o Brasil com a imagem ampla e generica da "Merica" que clamavam sel "El paese della cucogna' (O Pais da fortuna), muitos deliberavam em vir ao encontro do tao desejado e suspirado paraiso... A viva voz, proclamavam que 'nel Brasile se cata i soldi su pae piante" ( no Brasil se encontra dinheiro em arovres") uma das ilusoes da fortuna que na "Merica" podeoria ser facilmente alcancada.
Em 1875, em masa, eles principiaram o exodo da Italia familiar rumo a "Merica" muito distante e selvagem"...